Aninhada nas montanhas de Alfredo Chaves,
Matilde é muito mais do que um destino turístico; é um refúgio onde a natureza e a história se encontram em perfeita harmonia. Cercada por remanescentes exuberantes da Mata Atlântica, a região sempre foi um oásis de tranquilidade, caracterizada por seus vales verdes, rios de águas cristalinas e um clima ameno que acolhe quem chega. O imponente espetáculo da Cachoeira de Matilde é, há gerações, o símbolo natural que define a força e a beleza do nosso distrito.
As raízes da nossa comunidade estão profundamente ligadas à chegada dos imigrantes,
predominantemente italianos, entre o final do século XIX e o início do século XX. Essas famílias trouxeram consigo a resiliência, a paixão pelo trabalho no campo e tradições culturais que moldaram a identidade local. A agricultura de subsistência, o cultivo do café e a produção artesanal de alimentos foram as bases econômicas que permitiram o enraizamento dessas pessoas em um terreno desafiador, mas incrivelmente fértil.
Um marco transformador na nossa linha do tempo foi a construção da Estação Ferroviária de Matilde,
inaugurada no início do século XX. A chegada dos trilhos representou não apenas o escoamento da nossa produção agrícola para outras regiões, mas também a integração definitiva de Matilde com o resto do estado do Espírito Santo. A estação tornou-se o coração pulsante do distrito, ao redor da qual o comércio floresceu, as notícias chegavam e a vida social da comunidade ganhava novos contornos.
Hoje, Matilde vive um momento de ressignificação.
Sem jamais abandonar sua vocação agrícola e o charme da vida no interior, a comunidade abraçou o agroturismo como uma nova forma de compartilhar sua riqueza. As antigas propriedades rurais agora dividem espaço com pousadas acolhedoras e roteiros ecológicos, provando que é possível avançar e gerar novas oportunidades enquanto se preserva o patrimônio histórico e ambiental que herdamos de nossos antepassados.