“ÁGUAS DE MATILDE”
Onde a água nasce, a vida começa.
Matilde é uma terra de montanhas, matas, rios, córregos e cachoeiras. É também um território de inúmeras nascentes que, muitas vezes escondidas entre a vegetação e as propriedades rurais, dão origem às águas que alimentam nossa natureza, nossa agricultura e nossos rios.
A Associação Comunitária de Matilde – ACOM acredita que essas nascentes representam um patrimônio ambiental que precisa ser conhecido, protegido e valorizado.
Por isso, propõe o projeto Águas de Matilde – Identificação, Proteção e Valorização das Nascentes, uma iniciativa que pretende unir preservação ambiental, participação comunitária, educação e turismo sustentável.
Uma proposta já apresentada ao Município
O projeto Águas de Matilde foi formalmente apresentado à Prefeitura Municipal de Alfredo Chaves por meio do Ofício nº 08/2026 – ACOM, de 9 de agosto de 2026, como parte das demandas prioritárias da comunidade.
No documento, a ACOM propõe:
- identificação das nascentes existentes no território;
- recuperação e preservação das fontes naturais;
- instalação de bebedouros públicos utilizando água de nascente, quando tecnicamente e sanitariamente viável;
- criação de um roteiro turístico das fontes naturais.
A proposta integra o plano mais amplo de infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento de Matilde apresentado pela Associação ao Poder Público.
A ACOM também solicitou que as demandas sejam analisadas pelas Secretarias competentes e que sejam definidos responsáveis, providências e prazos para os próximos encaminhamentos.
O primeiro passo: conhecer nossas nascentes
Antes de criar trilhas, fontes ou qualquer estrutura de visitação, precisamos saber onde estão as nascentes, como elas se encontram e o que é necessário para protegê-las.
A proposta é construir, com apoio técnico e participação da comunidade, um Inventário das Nascentes de Matilde, reunindo informações como localização, características ambientais, situação da vegetação, condições de acesso e importância para o território.
A partir desse diagnóstico poderão ser definidos os locais que necessitam de recuperação e aqueles que, futuramente, poderão receber visitação controlada.
A comunidade pode começar agora
O conhecimento sobre Matilde está também nas mãos de quem vive aqui.
Muitos moradores conhecem fontes, córregos e nascentes que fazem parte da história de suas famílias e propriedades.
Se você conhece uma nascente, ajude-nos a encontrá-la.
A ACOM convida moradores, agricultores, proprietários rurais, escolas, grupos de caminhada e todos que conhecem o território a colaborar com o levantamento.
Você pode enviar:
📍 localização ou ponto de referência;
📷 fotografias;
💧 nome pelo qual a nascente é conhecida;
🌿 informações sobre a vegetação e o entorno;
📖 histórias ou lembranças relacionadas ao local;
🚶 informações sobre o acesso.
Toda informação será importante para construirmos o Mapa das Nascentes de Matilde.
Cuidar primeiro. Visitar depois.
Uma das premissas do Águas de Matilde é que a preservação vem antes do turismo.
As nascentes são ambientes frágeis. Por isso, a comunidade não deve realizar obras, canalizações, captações, alterações do curso da água ou instalação de estruturas sem orientação técnica e sem as autorizações necessárias.
O que podemos fazer desde já é:
🌱 preservar a vegetação existente;
🚫 evitar lixo, resíduos e qualquer forma de contaminação;
🐄 buscar evitar o acesso inadequado de animais às áreas de nascente, conforme orientação técnica;
🌳 incentivar a recuperação da vegetação nativa;
💧 preservar o curso natural da água;
📷 registrar e comunicar à ACOM a existência e as condições das nascentes.
Cuidar é a primeira forma de participar.
No futuro, uma Rota das Nascentes
Com o inventário e os estudos concluídos, algumas nascentes poderão receber uma identidade própria.
A proposta é que elas sejam associadas a elementos da natureza de Matilde, especialmente às aves que fazem parte da nossa paisagem por exemplo:
Nascente do Canário
Nascente do Bem-te-vi
Nascente do Curió
Nascente do Sabiá
Nascente do Beija-flor
Cada uma poderá contar sua própria história.
Algumas poderão ser apenas áreas de preservação. Outras poderão receber espaços de contemplação. E aquelas que apresentarem condições adequadas poderão integrar uma futura Rota das Nascentes de Matilde, com trilhas, sinalização e visitação controlada.
Fontes de Matilde
Outra possibilidade é levar a água das nascentes até pontos de fácil acesso nos três núcleos da comunidade:
Matilde Centro
Matilde Velha
Matilde da Estação
A ideia é estudar a implantação de Fontes de Matilde, permitindo que moradores e visitantes possam beber água e abastecer suas garrafas e squeezes, sempre que houver viabilidade técnica, ambiental e sanitária.
Toda água destinada ao consumo humano deverá atender aos padrões de qualidade e aos procedimentos de controle e segurança exigidos pelos órgãos competentes.
Assim, uma fonte pública poderá se transformar em um dos símbolos de Matilde:
água que nasce nas nossas montanhas e chega às pessoas como parte da experiência de conhecer nossa terra.
Água, natureza e turismo
O Águas de Matilde pretende transformar a água em um elo entre diferentes experiências do nosso território.
A nascente.
A mata.
O café.
Os pássaros.
Os caminhos.
Os rios.
As cachoeiras.
A história.
A comunidade.
E o visitante.
Dessa forma, o projeto poderá contribuir para consolidar Matilde como um destino de turismo de natureza, história e aventura, criando novas razões para o visitante permanecer, caminhar, conhecer e descobrir o território.
Este projeto é de todos nós
O Águas de Matilde não é apenas um projeto da ACOM.
É um convite para que toda a comunidade participe da construção de um futuro em que nossas águas sejam conhecidas, protegidas e valorizadas.
Você conhece uma nascente?
Ajude a ACOM a encontrá-la.
Envie uma fotografia, localização ou informação sobre o local.
Juntos, vamos construir o Mapa das Nascentes de Matilde.
Conhecer. Proteger. Recuperar. Valorizar.
ÁGUAS DE MATILDE
Onde a água nasce, a vida começa.
Uma iniciativa da Associação Comunitária de Matilde – ACOM, em parceria com a comunidade e em diálogo com o Poder Público.